E agora José, cadê Deus?

Com tanto ruído e agitação, às vezes é difícil ouvir o ‘silêncio’ que nos habita.

Se a oração é o falar com Deus, é certo que a meditação é o seu ouvir.

Nos colocamos tão distantes de nossa essência que é quase impossível estabelecer um diálogo.

Diz a lenda, que em algum momento da história o Criador falava aberta e diretamente com tudo e com todos. Quando silencio, percebo, que sob certo aspecto, isso ainda continua acontecendo.

Para que haja um verdadeiro diálogo, expositor e ouvinte, precisam obrigatoriamente se tornar ‘Um Só’. Todo o restante é uma conversa com interrupção contínua.

Mesmo com o grande desrespeito que estabelecemos com nossa grande Mãe Terra, ela ainda continua nos provendo com tudo o que necessitamos.

Reclamamos de que pessoas passam frio e fome, mas quantas vezes entregamos um prato de comida a alguém em necessidade. Eu lhe garanto, se a Terra é uma Mãe, ela jamais deixaria um filho passar necessidade. Não é ela que nega, somos nós mesmos que o fazemos a nossos próprios irmãos.

Transformamos nossos irmãos em estrangeiros, em concorrentes, pessoas de ‘outra’ classe, cor, religião, em inimigos.

Aquilo que deveria nos aproximar, nos instigar, aguçar nossa curiosidade, transformamos inadvertidamente em separação.

Às vezes dá até a impressão de que se Deus existe, ele pegou o último ônibus rumo à morada sagrada e largou este planeta há muito tempo.

Se o Criador tem também um aspecto feminino, duvido que ele deixasse para traz qualquer um de seus filhos.

Das imagens de filmes que mais me impactou foi uma cena sobre a história de Pablo Escobar onde após sua morte sua mãe o defende, mesmo sabendo tudo o que ele tinha feito na vida. Até seu próprio pai o havia negado. Sua mãe, entretanto, continuou amando ele até o último instante. Se a Mãe Divina está sempre presente, é certo que ela se expressou através dos lábios daquela mãe. Desafiador ser a única pessoa que ama enquanto o restante do mundo apenas odeia.

Uma mãe nunca se pergunta se aquilo é bom ou ruim para seu filho. Uma mãe apenas ouve o coração dos filhos. Ela jamais julga, apenas atende. Talvez essa seja a sina de uma Mãe, apenas amar. A dor de amar.

Uma mãe sofre quando seu filho parte, quando ele cresce, quando não mais depende de sua atenção. Com isso em mente, imagine a dor da grande Mãe Terra, quando seu filho retorna à sua essência espiritual. Uma despedida que pode não ter volta!

Pensando na Mãe Divina (ou ela pensando em mim), essa semana uma música especialmente me inspirou. Te convido a ouvi-la enquanto acompanha a letra:

By Your Side – Sade

You think I’d leave your side, baby

You know me better than that

Think I’d leave you down when you’re down on your knees

I wouldn’t do that

 

I’ll tell you you’re right when you’re wrong

And if only you could see into me

Oh, when you’re cold

I’ll be there, hold you tight to me

 

When you’re on my outside, baby, and you can’t get in

I will show you, you’re so much better than you know

When you’re lost

You’re alone and you can’t get back again

I’ll find you, darling, and I’ll bring you home

 

And if you want to cry

I am here to dry your eyes

And in no time, you’ll be fine

 

You think I’d leave your side, baby

You know me better than that

Think I’d leave you down when you’re down on your knees

I wouldn’t do that

 

I’ll tell you you’re right when you’re wrong

And if only you could see into me

Oh, when you’re cold

I’ll be there, hold you tight to me

 

Oh, when you’re low

I’ll be there by your side, baby

Oh, when you’re cold

I’ll be there, hold you tight to me

Oh, when you’re low

I’ll be there by your side, baby

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